RAMO ESCOTEIRO  

Especialmente concebido para atender às necessidades de desenvolvimento de crianças é jovens de ambos os sexos na faixa etária compreendida entre 11 e 14 anos, o programa educativo aplicado ao Ramo Escoteiro concentra sua ênfase no processo de criação e ampliação da autonomia, preparando o jovem para que, ao atingir a idade e as condições necessárias, prossiga sua formação, no Ramo Sênior. O programa é fundamentado na vida em equipe e no encontro com a Natureza, sem se descuidar de outros aspectos relacionados com o desenvolvimento integral da personalidade.

O Lema do Ramo Escoteiro é “SEMPRE ALERTA”.    As Seções do G.E.JACUI que congregam os integrantes do Ramo Escoteiro são a Tropa de Escoteiros e Chefia e auxiliares.


CHEFIA DO RAMO ESCOTEIRO

Cada Tropa é dirigida por um Chefe de Seção, auxiliado por um ou mais Assistentes, sendo um deles designado substituto eventual do Chefe.

Conheça a Chefia do Jacui  O Chefe de Seção e seus Assistentes são designados e exonerados pela Diretoria do Grupo, ouvido o Chefe de Seção, no que se refere aos seus Assistentes.Cada Tropa poderá ter chefia masculina, feminina ou mista.Qualquer pessoa com idade superior a dezoito anos, inclusive membros juvenis do Movimento Escoteiro, pode ser designada Instrutor de Escoteiros, por proposta do Chefe de Seção.

O Chefe de Seção é responsável pela direção e orientação da Tropa, sob supervisão da Diretoria do Grupo. O Chefe de Seção tem como principais deveres:


PATRULHA DE ESCOTEIROS

A Tropa é dividida em unidades, no máximo quatro, denominadas Patrulhas.

A Patrulha é uma equipe de cinco a oito jovens, constituindo uma unidade básica permanente, autônoma e auto-suficiente para excursões, acampamentos, trabalhos, jogos, boas ações, atividades comunitárias e demais atividades escoteiras.

Cada Patrulha tem como designativo um animal, uma estrela ou uma constelação. A patrulha tem o nome deste totem, e todos os seus componentes procuram conhecer detalhadamente suas principais características.

Os fatos marcantes na vida da Patrulha são indicados no bastão da bandeirola da Patrulha.

GRADUADOS NO RAMO ESCOTEIRO: MONITOR E SUBMONITOR

Cada Patrulha é dirigida por um dos seus integrantes, nomeado pelo Chefe de Seção para ser Monitor, após consultar a opinião da Patrulha e da Corte de Honra.

O Monitor é um jovem que está desenvolvendo sua capacidade de liderança. Como tal, é responsável pela administração, disciplina, treinamento e atividades de sua Patrulha. Preside o Conselho de Patrulha, organiza a programação das reuniões da Patrulha e das atividades ao ar livre, transmite aos seus companheiros os conhecimentos, as habilidades e as técnicas escoteiras e auxilia a chefia da Tropa na avaliação do desenvolvimento de cada um deles. Cabe-lhe, ainda, cuidar da disciplina e da boa apresentação da sua Patrulha, além de designar os encargos de cada um na administração da Patrulha ou em suas atividades.

O Submonitor é um jovem selecionado pelo Monitor, com a aprovação do Chefe de Seção e da Corte de Honra, para dar-lhe assistência, auxiliá-lo em todos os seus deveres e substituí-lo, quando ausente. O Submonitor é nomeado pelo Chefe de Seção.

ENCARGOS NA PATRULHA

Para o sucesso de suas atividades e, ao mesmo tempo, para assegurar a todos o desenvolvimento da capacidade de liderança, o Monitor e o Submonitor atribuem responsabilidades aos integrantes da Patrulha, a eles confiando encargos, mediante um sistema de rodízio, tais como:

  1. na Sede:
    1. almoxarife - encarregado da guarda e da conservação do material da Patrulha;
    2. secretário - encarregado da escrituração e dos arquivos;
    3. tesoureiro - encarregado da arrecadação de fundos e das compras;
    4. administrador - encarregado da organização e da manutenção do canto da Patrulha;
    5. bibliotecário - encarregado dos livros, manuais e demais publicações;
    6. recreacionista - encarregado de jogos e canções;
    7. outros - de acordo com as necessidades da Patrulha;
  2. em atividades externas e acampamentos:
    1. almoxarife - como na Sede;
    2. intendente - encarregado das compras e da guarda dos gêneros;
    3. cozinheiro - encarregado da preparação das refeições;
    4. auxiliar de cozinha - encarregado da lavagem do material de cozinha;
    5. sanitarista - encarregado da limpeza do campo, fossas, latrinas e incinerador;
    6. aguadeiro - encarregado de fornecer água para a cozinha;
    7. enfermeiro - responsável pela caixa de primeiros socorros e sua utilização;
    8. outros - de acordo com as características e necessidades da atividade.

CONSELHO DE PATRULHA

O Conselho de Patrulha é a reunião formal dos membros da Patrulha, sob a presidência do Monitor, para deliberar sobre assuntos de interesse da Patrulha, inclusive suas atividades, admissão de novos membros, problemas de administração, treinamento e disciplina. As atas de suas reuniões são lavradas no Livro da Patrulha.

LIVROS DA PATRULHA DE ESCOTEIROS

A Patrulha mantém o Livro da Patrulha, onde registra as atas do Conselho de Patrulha, a freqüência dos seus membros e todas as atividades realizadas, ilustrando-o com fotos, desenhos e outras anotações. Possui, ainda, um livro-caixa simples e outros livros e fichas.


CORTE DE HONRA

A Corte de Honra é o órgão formado pelos Monitores da Tropa, com ou sem a presença dos Submonitores, presidido por um dos Monitores eleito pelos demais. O Chefe de Seção e seus Assistentes participam das reuniões da Corte de Honra, onde atuam apenas como conselheiros.

A Corte de Honra é responsável pela administração interna da Tropa, inclusive aplicação dos fundos provenientes de contribuições pagas pelos membros da Tropa, e pela programação das atividades interpatrulhas. É, principalmente, responsável pela defesa da honra da Tropa, mantendo altos padrões de capacitação técnica, assegurando um nível elevado de disciplina, organização e apresentação e julgando os casos de quebra do compromisso representado pela Promessa Escoteira.

A participação dos Submonitores é especialmente útil naquelas reuniões que abordam temas mais amplos, como a programação anual ou a organização de um grande acampamento. Nos casos de julgamento, são assegurados o comparecimento e o direito de defesa do interessado, só se fazendo em sua ausência se, convocado por escrito por duas vezes, recusar-se a comparecer.

As reuniões da Corte de Honra são todas secretas, e nenhum dos participantes pode comentar suas decisões, exceto no que tiver que ser levado ao conhecimento das Patrulhas, pelos respectivos Monitores, ou da Tropa, pelo Chefe ou seus Assistentes. As atas dessas reuniões são lavradas em livro próprio por um dos seus membros, designado escriba, permanecendo o livro sob a guarda do Chefe de Seção.

O Chefe de Seção tem o poder de vetar as decisões da Corte de Honra, mas só o exerce em casos excepcionais que impliquem riscos para a segurança física, para a moral ou violação dos regulamentos escoteiros. Quando da aplicação do veto, a decisão é levada ao conhecimento da Diretoria do Grupo.

CONSELHO DE MONITORES

O Conselho de Monitores é a reunião conjunta das Cortes de Honra das diferentes Tropas do Ramo Escoteiro de um mesmo Grupo, com ou sem a presença dos Submonitores, para tratar de temas de interesse comum. Também pode ser a reunião das Cortes de Honra de Tropas de Grupos diferentes, para o planejamento de atividades conjuntas. O Conselho é presidido por um Monitor, escolhido no início da reunião, atuando os Escotistas presentes como assessores, se solicitados.

CONSELHO DE TROPA

O Conselho de Tropa é formado por todos os Escoteiros e se reúne quando é necessário visando sugerir a inclusão de atividades na programação anual, avaliar uma atividade logo após sua realização e emitir opiniões sobre decisões especialmente relevantes para a vida da Tropa.

O Conselho de Tropa apenas sugere e avalia, cabendo as decisões à Corte de Honra.

O Conselho de Tropa é dirigido pelo Presidente da Corte de Honra.

O Chefe de Seção e seus Assistentes atuam como conselheiros e sintetizadores dos assuntos em discussão.


ATIVIDADES

As atividades do Ramo Escoteiro são verdadeiras aventuras! Acampamentos em locais fantásticos, jornadas por caminhos difíceis, tudo feito em perfeita harmonia com a natureza e com o devido preparo. É por isto que os escoteiros se reúnem em sede: para estarem Sempre Alertas, bem preparados para suas atividades ao ar livre!

ATIVIDADES CO-EDUCATIVAS

As Tropas de Escoteiros e de Escoteiras empreendem atividades em conjunto, as quais levam em conta as características e necessidades dos jovens de ambos os sexos, cumprindo programação elaborada em conjunto pelas chefias das Tropas participantes.

Os pais ou responsáveis são avisados, se a chefia de qualquer das Tropas participantes não estiver presente à atividade.


O ESPÍRITO DE PATRULHA

 

"O Espírito de Patrulha é a disposição moral, é a atmosfera especial e o ambiente em que a Patrulha se desenvolve, criada entre seus escoteiros.
Sua presença se manifesta até nas palavras mais insignificantes nos fatos e gestos de cada jovem.
O mútuo auxílio e abnegação são as duas virtudes principais que irradiam o Espírito de Patrulha."

 

Tendo como base a Promessa e a Lei, os meios para fazer germinar e enraizar profundamente o Espírito de Patrulha são:

A Bandeirola da Patrulha

A Bandeirola, com as dimensões máximas de 28 x 40 cm, tem as cores características da Patrulha e exibe seu nome ou um desenho que o caracterize.

Certamente não foi Baden Powell quem inventou; As Legiões Romanas já usavam e algumas Tribos Indianas levavam também o nome de animais.

Pois o que B.P. inventou foi fazer viver este totem nas patrulhas; posto pelos 6 ou 8 escoteiros que escolhem como emblemas. E será a primeira coisa em que pensará a nova patrulha a ser fundada, buscar seu totem, que será o emblema e sua bandeira; e suas cores decorarão o Canto de Patrulha e será a do distintivo da Patrulha. Os bons costumes e as qualidades imitadas pelos escoteiros (desprezível, depois de ter sido elevado a um plano moral), enfim, o gênero de vida e seus costumes empregam na sua palavra toda existência da Patrulha.

Esta Bandeirola, sem ser objeto de uma veneração, feita, é honrada e querida por todos escoteiros da Patrulha. É uma vergonha ver uma Bandeirola atirada ao chão, toda cheia de manchas, representando uma "Patrulha sem espírito".

O bastão da Bandeirola é ricamente decorado e adornado com troféus, entalhes ou desenhos pirografados, recordando os feitos famosos da Patrulha, os acampamentos, os nomes dos antigos monitores, etc.

O Código da Patrulha

A Patrulha pode ter seu código e decidir sua lei própria, que todos os escoteiros da Patrulha se esforçarão em observar.

É evidente que não deve ser outra lei escoteira, mas sim uma aplicação prática, na vida corrente, do espírito dessa Lei.

O estilo e a forma do código serão cuidadosamente revisados.

Em todo caso, só o farão se sentirem que o ambiente necessita e que é propício para o bem da Patrulha, e não iniciarão um código sem antes tomar a opinião do Chefe da Tropa, que julgará oportuno ou não e aconselhará se necessário, no modo de realizá-lo.

O Lema, a Divisa e o Grito da Patrulha

A Patrulha se esforça em escolher uma divisa que seja sempre o seu programa, um grito claro, reto, que junta todas as vontades da Patrulha e agrupa em um conjunto de versos.

Algumas divisas:
"Silenciosamente para o triunfo"
"Primeiro a morte que a desonra"

Alguns gritos:
"Voa, voa, voa,
Coruja no Ar!
Voa pelo Brasil
Sempre Alerta pra ajudar!"

"De norte a sul, leste e oeste
vence a águia toda guerra.
Não para o mal, sim para o bem,
ajuda a todos sem olhar a quem!"

Enfim, por que tua Patrulha não pode ter um escudo como as grandes famílias da época medieval, escudo (símbolo) com as cores da patrulha simbolizando seu emblema e sua divisa como os totens dos povos pré-históricos da América?

Que esplêndido enfeite para o Canto de Patrulha!

"Todo Escoteiro na Patrulha aprenderá a dar uma chamada que se pareça com o grito do animal escolhido. Assim, os "Buldogue" devem imitar o grunido do buldogue. Este é o sinal quando os escoteiros da Patrulha se comunicam entre si, quando estão escondidos de noite, em algum jogo. A nenhum outro escoteiro é permitido usar outra chamada que não seja a de sua Patrulha. O monitor da Patrulha reúne esta a qualquer momento fazendo suar o grito de chamada da Patrulha." B.P.

O Canto de Patrulha

"A INTIMIDADE E A COMODIDADE do Canto de Patrulha são uma garantia para o êxito das reuniões e para o Espírito de Patrulha".

Atmosfera do Canto de Patrulha

Nunca abra reunião íntima sem canto de Patrulha íntimo. Por outro lado, o trabalho coletivo, dividido entre os membros da Patrulha pode ser feito construções e manter o canto de Patrulha; será um grande exercício para o espírito da Patrulha.

Então o primeiro cuidado do novo Monitor será dedicar-se a construir o canto de Patrulha. E não terá momento de repouso antes que tenha terminado.

Pois, como construí-lo? Que estilo dar-lhe? Por que um? Porque um local sem estilo é senão um hangar. Ao Conselho de Patrulha lhe cabe escolher o estilo que entre de acordo com o seu gênero, com os seus gostos; Camarote de barco, gruta de idade da pedra, cabana de lenhador, tenda de índio, cabana de africanos, pagode chinês, sala feudal, ou também estilo moderno...

A construção, ornamentação, mobiliário e parede ou divisão, estarão em função do estilo geral do local, assim como das condições do mesmo.

A ornamentação não deve ser sobrecarregada: teu Canto de Patrulha não é uma exposição de pinturas, etc. Mas valem algumas decorações e adornos determinados.

Outra coisa será a limpeza do local: desde o começo a Patrulha deve tomar o hábito de ter o Canto de Patrulha limpo e em ordem; não basta limpar a sujeira superficialmente, mesmo o pó aparecido testemunhará um espírito de negligência que irá sempre ampliando... Um local sem ordem não é senão um curral.

Outra coisa mais: o Canto de Patrulha deve sair o menos caro possível; eliminar as compras exageradas, não compre nada que possa ser feito pelos escoteiros da Patrulha. Se tem mais satisfação por um objeto fabricado por si mesmo, que por um comprado.

Ordem do Canto de Patrulha

Decoração Mural: evitem as cores muito vivas ou muito berrantes. As cores pálidas são muito mais aconchegantes.

A parte de figuras pirografadas deve normalmente ter:

 

Mobiliário

O Diário da Patrulha ou Livro de Ouro

Poderia se definir assim: Um livro adornado (deve ser uma "Obra de Arte") e semi-secreto (não abre-o qualquer um) contendo as tradições da Patrulha referentes a sua história, seus costumes, seus feitos famosos, seu espírito, seus antepassados...

Insistimos nestas duas qualidades:

  1. Ser uma "Obra de Arte", feita com cuidado.
  2. Ser semi-secreto e de uso cerimonioso. (Não se abre senão nas cerimônias, seguindo um rito fixado. Somente os escoteiros que tenham feito a Promessa podem vê-lo. Em tempos normais, será escondido onde somente alguns indicados conhecem).

Conterá:

  1. O totem da Patrulha, seus costumes:
    O escudo (emblema) da Patrulha
    A Divisa
    O Código da Patrulha
    A Oração da Patrulha
    O Hino da Patrulha
  2. A lista dos antigos Monitores, Submonitores e escoteiros da Patrulha.
    _ O nome dos Escoteiros da Patrulha e o dia da Promessa.
    _ A lista dos acampamentos e das atividades que a Patrulha participou.
    _ As vezes que a Patrulha conquistou o a bandeirola de Eficiência e Troféus recebidos.
    _ Lista das Classes e Especialidades conquistadas por escoteiros da Patrulha.
  3. A História da Patrulha descrita por anos de recordações de grandes aventuras e feitos da Patrulha.

Esta última parte especialmente será acompanhada com fotografias, croquis, desenhos, recortes, etc...

Algumas outras sugestões: